Falar em dinâmica sistêmica na terapia alternativa é buscar entender que todas as pessoas vivem dentro de sistemas interligados, que são aqueles em que a pessoa está inserida diretamente como aqueles em que está inserida indiretamente, formando os conjuntos das relações interpessoais, como exemplo a família e a cidade, aquela como um conjunto fechado, esta como um conjunto aberto.
Deste modo, de maneira didática – e em partes – temos que uma pessoa possa ser brasileira, morar em um Estado, em uma cidade e pertencer a uma família, primeiro como filha e depois na sua família formada a partir do casamento. Afora isso, no ambiente social pode ser vista como estudante, profissional – liberal ou ligada a uma empresa -, católica, etc… Enfim, sistemas e subsistemas nos quais se move no seu dia a dia.
São nestes sistemas, cada um no seu momento, que a pessoa vive as atividades corporais – presenciais ou não -, bem como com sua capacidade emocional para lidar com cada questão que se apresenta. E é também dentro destes sistemas que aparecem, diante das dificuldades, ocasiões propícias para o aparecimento de doeças das mais diversas ordens.
No atual momento histórico da humanidade, não só as informações chegam aos montes, como as opções de escolhas são inúmeras, fazendo com que muitos não tenham sequer a vontade de decidir pois não conseguem fazer boas escolhas diante de tantas opções. E por outro lado, quando fazem alguma escolha, deixando de lado as outras opções, aparece um sentimento de frustração porque teve que abrir mão de algo, como se não pudesse perder nada. Um sentimento de perda e não MATURIDADE no SABER ESCOLHER.
É justamente no mundo REAL e de MATURIDADE EMOCIONAL que É preciso viver, compreender e DECIDIR como viver com as ESCOLHAS E CONSEQUÊNCIAS.
No universo feminino, que é o motivo desta série de seis postagens, faremos uma análise da mulher ADULTA em suas cinco dimensões, quais sejam, a FILHA, no seu pertencimento a uma família; a MULHER que se tornou adulta e consciente de quem é; a PROFISSIONAL que está inserida no mercado de trabalho; a ESPOSA que esta envolvida em um relacionamento duradouro de casamento, e por fim a MÃE, quando exerce a maternidade desde a gestação.
Estes cinco momentos vistos em separado pela terapia alternativa podem, entretanto, estar sendo vividos em conjunto num determinado ponto da vida da mulher. Ela pode estar em um casamento, ter filhos a seus cuidados, trabalhar, cuidar de si mesma e ter pais que precisam de sua atenção.
O fato é que esta mulher se DIVIDE nestas cinco funções, devendo equilibrar todas elas de modo a que nenhuma TENHA MAIS PRIORIDADE que as outras, pois este desequilíbrio de energia traz consequências negativas, as quais quando não compreendidas e ajustadas acarretam problemas mentais, que levam às doenças físicas, que culminam em situações prejudiciais para quem nessa situação se encontra.
Na sessão terapêutica a MULHER faz um trabalho de conscientização destas partes e como SE PERCEBE dentro de cada uma delas, em especial sobre a MULHER que cuida de si mesma, ainda que tenha que dar atenção aos outros aspectos, pois é exatamente a partir da MULHER ADULTA E SADIA que poderá seguir para a VIDA.
Para a sessão terapeutica a mulher é SEMPRE analisada como um todo pois somente uma mulher inteira, adulta e sadia pode se relacionar com maturidade emocional com o universo em que está inserida, quer seja no exato instante dos acontecimentos, quer seja na dinâmica dos anos de sua vida.

