Alcoolismo; muito mais que dependência.

Na sessão terapêtica com a alcoólatra, durante as conversas necessárias para um melhor diagnóstico, é feita uma pesquisa para além da doente, mais detalhadamente para a família. Na terapia alternativa, de modo geral, tudo o que envolve a cliente é importante, destacadamente os primeiros 5 anos de vida. É importante destacar que a doente é uma das peças do emaranhado familiar que terminou com o alcoolismo. Isto porque há uma dependente e uma codependente diretamente envolvidas com o alcoól.

Com esta primeira consideração inicial leva-se em conta a indagação de como se deu os primeiros anos da infância desta cliente alcoolatra, ou seja, na fase em que ela, bebê, era depende de alguém – nesta fase, a mãe.

Por conta disso, quando se constata que a criança ficou sem a devida amamentação, faz-se uma analogia de que hoje, uma dependente, faz uso do alcoól como substituto deste leite. Assim é que, se naquele momento ocorreu um vazio, aparece no hoje uma necessidade de preenchimento daquele vazio do bebê.

Deste modo, é muito diferente as questões vistas pela terapia alternativa diante da realidade da doente e da doença, incluindo a família e as pessoas que vivem no entorno da alcoólatra.